terça-feira, 27 de junho de 2017

Partida

Em paz se foi e deixou plantando a semente em cada coração que lhe acompanhou. Insistiu muito em não ir, ficou cara a cara com a dor só pra ter a certeza que não era a sua hora, mas era sua hora de conhecer os mistérios da vida. Perguntou-se tanto sobre o segredo que agora o guarda junto com o universo. Vai sem medo, só nos encontramos uma vez na vida, mas é suficientemente verdadeiro que estamos vivendo essa realidade. Adeus e a Deus se foi.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Saudade: de onde vem? Dor: para onde vai?

Sabe-se lá quando eu identifiquei de verdade o que a dor me proporcionava, em qual auge da minha existência eu comecei a senti-lá, porque raios eu não podia diminuir a sensação de peito quebrado ou pior ainda: mandar esse sentimento, que me rasgava a alma, embora. Entendi que o lugar, momento ou situação são meros detalhes, você ainda sente tudo como se fosse a primeira vez. A dor  está lá quase que protagonista, insistindo para ser notada, sendo uma bailarina sozinha no palco de um teatro em seu dia mais lotado, ah se eu não fosse insistente, a dor já teria dançado metodicamente sua dança mais precisa no palco do meu coração, mas deixo esse papel para  a saudade:
Todo dia de manhã não me incomodo em ler qualquer texto autoajuda para saber lidar com esse sentimento significante, mas como pode alguém escrever sobre superar a saudade? Superar (matar) todos os momentos vividos e registrados na cabeça e no coração, por uma situação interna e confusa cheia de defeituosos neurônios humanos? Só o mais saudável dos seres, antes de esquecer ou "deixar pra lá" prefere não ariscar a guardar lembranças. E  quase assim eu me esqueço da relação  perfeita que o universo nos trás, em que tanto pra fazer e pensar, nos tornamos alvo fácil para sentimentos que nos diminuem para que num dado momento da vida (como se fosse um mágica) ele servirá de professor com ensinamentos positivos de como as situações podem ser contornadas com sucesso.
E é quase na hora de dormir que começo a conversar com várias das minhas saudades. Mas a estranha sensação de sentir saudade do ontem é a pior de todas: A recordação ainda está quente, pelando, borbulhando, fervendo sua cabeça com vários filmes do que foi e do que é e do que poderia ser. Da entrega, sacrifício, amor, paciência, comunhão, votos, casamento (até), filhos e um passeio de domingo na praia.
Somos nós os errantes da estrada. Se pararmos na pista, os sentimentos atropelam nossos espíritos e nesse atropelamento vamos nos  sentir como um vazio propício a ser somente vazio. O vazio mais profundo e enorme já sentido, o disfarce mais fajuto feito por um homem, feito por você para você.
A grande recompensa eu ainda não vivi para contar/escrever. Talvez seja só uma mente atribulada com Alzheimer  (castigo devido minha insistência sobre eu não querer sentir dor e saudade.)



terça-feira, 5 de abril de 2016

Um Recado do Coração

Todos poemas de amor, calçam o mesmo número de sapato
Todo amor declarado corre o risco do exagerado
Toda familiaridade com a dor do desespero é faminta por mais
Toda manhã, acorde e entristeça-se por não amar-se por inteiro
Voltando ao poema que, exagerado e faminto por dor,  me entristece, mas não hoje e sim por um resto inteiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Um texto ímpar

Ter alguém para quem dar a desculpa de não dormir é tão importante quanto não ter alguém para não pensar quando for se deitar. Estranhar ficar sem  boa noite outras tantas vezes  pronunciado com um tom de quem quer dormir rápido. Acostumar-se só por uma noite a ter que relaxar sem dizer o quanto você a amou naquele dia, com em nenhum outro dia que não será revivido, só lembrado. Mandar telepáticamente um boa noite amor, e ter dúvidas se foi entregue?   Tantas tecnologias e eu esqueci de gravar-te dizendo que me amava, pra noites como essa, onde não consigo dormir sem você. É falso o quanto finjo não me importar, ou o quanto me tento a não deixar trasparecer sem parecer tão normal. Vai ver que estamos numa superficialidade onde o que se encaixa num quebra cabeça amoroso pessoal é alguém que você conheceu há 2 minutos. O amor: Se o sinto então o tenho. Mas se o tenho como explico? (Não escreva sonambulo)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Desencontrando Pra Encontrar (carta)

Te encontrar: as vezes eu consigo e tem outras que eu não chego perto. Mas encontrar você não é diƒícil.  É só imaginar nuvens com formatos estranhos, um gramado verde e dois corpos no chão observando a natureza (eu e você). Posso te encontrar num sorisso e saber que eu faço parte dessa felicidade. Te encontro num reggae ou num pop romântico. Te encontro nos sonhos e se te encontrar nos pesadelos, corro pra te beijar e com certeza ele vai virar um sonho de novo. Te encontro na minha hora de almoço, procurando sem qualquer pista mas com uma fé infalivél que te encontrarei, só pra sentir tuas mãos macias que me envolve num carinho totalmente indescritível. Te encontro no Grindr, te encontro na musica la’solitude do Renato Russo, te encontro no primeiro quadro que eu recebi na vida e te encontro no ukulele que ainda não comprei. Nesses encontros,  percebi que você nasceu pra ser encontrado por mim. Eu te amo.

Do seu sempre,  Thiago

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Eu Sou Chuva

Perceber um pingo de chuva no chão, vindo na direção do nada.
É estar á par do tédio. Um comum remédio, mas qualquer coisa resolve. Talvez é só o silêncio do tédio que incomoda. É um vasto de argumentos sendo  a gota de chuva infinita: não evapora, não diminui, segue um fluxo total do desconhecido ciclo.
Talvez quero ser um pingo de chuva. Deixando meu rastro. Quero juntar minha turma e saber que hoje é uma tarde triste, enfeitar o céu, com outros pingos decididos a molhar qualquer palpite indeciso sobre a chuva.
Só ouça o barulho que eu faço. Sou um pingo da água vinda do céu. Se junte, não és feito de açúcar. Tuas mãos e lábios, são objetivos fáceis. Não espere outra chuva de verão.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Uma Desafeição de Julho

Eu escrevi tanto, mas agora está tudo na lixeira do banheiro. Tudo que ali estava marcado como "o recomeço do recomeço" foi jogado fora, por que eu não entendo o medo de você ler o que eu escrevo sobre nós. Tá, escrevi em código pra você não saber exatamente sobre o que eu escrevia. Hoje em dia se esquece a metáfora e metem-se em um discurso claro, mesmo que romântico, sobre o que é ser um em dois. Eu posso falar do sol, e o meu pôr-do-sol pode ser você. Mas agora tudo está lá, no lixo. Jogado ou guardado. Retraído sobre a impotência que me vela toda vez que olho nos seus olhos. E saber o que não entender é estratégia de garotos de 20 e poucos anos. Não vou me inteirar, nem te revelar as palavras que eu escondi. Tudo é tão feio que eu precisei reler milhares de vezes até achar que aquela frase estava boa o suficiente pra ser jogada fora. Em um lixo qualquer, pra que outro encontre-a e faça das minhas palavras as deles pra outro alguém, e ganhe, quem sabe um beijo, no mínimo um abraço. Pras palavras, em um papel amassado, até que foram boas. Enquanto durou serem lidas, cantadas ou noticiadas, você que escolhe.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Equilíbrio Da Culpa

Planejo ter tantas datas guardadas com você. E isso está perdendo o significado com o tempo apressado.
E é algo que já estimo. Permita-me: O seu calendário. Aquele do qual você circulava datas e
Ressaltando-as com uma caneta, de cor vermelha,  me mostrava que és um estralador de lembranças.  
Conto o tempo. A cada segundo que você está de longe me observando, lendo o que eu escrevo sobre
Insistência da minha falta de desculpas, ou o que me sobrou nas mãos. É vergonhoso.
Vou acreditar em você. Eu perdi, você ganhou. A vingança foi o seu foco, e você o atingiu.
Aonde você me guardou depois de tudo isso? No vão em que separava seus relacionamentos amorosos da
Leve lembrança que me alcançava, nas suas noites de companhia (mal)desejada? 

Eu não obrigue-o a nada. Nem á um "oi", nada. Eu pedi só um abraço, mas não insisti em um beijo, eu não coloquei minhas mãos nas suas, proeza da qual eu já nem sei mais como é. Mas você veio, com um olhar distante de tudo o que passamos, com um sorriso que se perpetua no meu, e com um combinado que quase me iludiu. E você alojou-se.

Eu não sou uma sombra do passado, e nem uma tentativa adivinhação do futuro grotesco que nos espera. Logo sou tão pecador dos seus olhos quanto á mim mesmo. 

Cogitação sobre o que será do porquê estamos andando de mãos dadas, será dúvidas de Leões, que sempre lhe quiseram mal, e que do passo -que seria o mais importante de sua vida- lhe afastaram com o álcool e cigarros, e eu observava com binóculos (igual ao que eu lhe presenteei) -entenda-se imaginários-, de longe, banhando-os com minhas lágrimas salgadas, que carregavam a imagem da lembrança de tudo diferente, descendo até os lábios, me fazendo sentir o gosto de um futuro entre atos.

De tudo que amamos: eu desamei o que ganhei por não mostrar amor. E de tudo que vivemos: sabia que de mais belo, persiste existir em viver sem a culpa da dor.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ósculo No Chão

Numa certa tarde, espalhei pelo chão, alguns defeitos próprios.
Só se conseguia ouvir o barulho de uma chuva saudosista que remirava uma dormência nas mãos e apertos no peito. Eu olhava os defeitos, que nada me traduziria. 
De coerência, eu tinha espalhado mais do que defeitos que viraram qualidades, e qualidades que se fundiu aos defeitos.
Separar os defeitos, motivos da sua tristeza, dos defeitos, razão da sua felicidade, te antecipa a complexidade de uma tarde cinzenta que lhe oferece explicações confusas.
É convidativo ter memorizado como cada ação teve a influência dos meus defeituosos pensamentos. Reportar-me-ei de vez em quando, um cartão postal do que seria o meu caminho feliz, se o escolhe de forma sensata, nada tão lógica;
Embrulhei os restos do que espalhei naquele chão egoísta.
Guardamos o que restou de um dilúvio sentimental, e das mágoas, enxugamos o aprendizado daquilo que custamos aceitar.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

8 Meses, 8 Beijos, 8 Abraços e 8 Apertos no coração.



Significou pra mim, em um tempo contraditor, acreditar nas mentiras, um fator essêncial pra eu ser fingir ser feliz. Não que eu saiba o que é mentira. Mas também não sei o que é verdade. Se no encanto dos momentos eu não entendia que a mentira fazia parte do cenário, ou no ápice da alegria eu não me importava em acreditar ou desacreditar. No entanto, a musica que começa, termina. Os aplausos que se iniciam com um par de mãos acanhados pela precipitação de aplaudir primeiramente, se finaliza com um outro par de mãos cansados e avermelhos. As concordancias nos exatos dessa história, é proporcional. Os infinitos que se inciam e não terminam refletem a ilusão, e o menino apaixonado, reduzido ao tamanho de uma estrela que hoje não existe mais, luta consientemente e perde na luta a sua Verdade, e se transforma em um príncipe e seu castelo de mentiras, tentando escorder seu escudo com sua espada. 8 meses.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ao Amigo Imaginário.



" Sinto tua falta, a mesma falta que sinto de mim nos velhos tempos. Eu gostava das suas respostas enquanto conversávamos, era sempre o que eu queria ouvir. Adorava sua maneira de existir sempre que eu precisava. Hoje fico sozinho, remoendo meus problemas e falando com paredes, elas sim existem! Mas apesar de existirem, não me respondem, nem ao menos com um suspiro entediado. Aluguei aquele filme que tanto gostávamos de assistir juntos, foi sem graça assistir sem você, assim como é sem graça chorar sem você, porque você sempre interrompia meu choro com frases bonitas e feitas sob medidas para mim (parecia até que vinham do interior da minha mente). Volte quando quiser, eu não tenho seu telefone... E-mail... Endereço... Eu só tenho a lembrança de você existir e me fazer bem. Aliás, eu preciso de você, só pra evitar esses momentos de solidão que me dão tanto medo."


                                                                                             


                               
                                                                                                                 - Rafael Renan ~~~

Gritos Silenciosos.


Ao meu futuro desapego; a cláusula não lida.
A formula secreta do amor, o feitiço do feiticeiro da subordina sabedoria.
Aos meus inimigos, melhores talvez, em seu ponto de vista.
Para aquele menino, de olhos bonitos, que me vê de longe, e ainda preocupado, se mostra inocente; ao meu amor não vivido, a minha saudade do que não foi sentido. A lembrança do que poderia ter sido nosso passado, as maneiras mais indiscretas de estar feliz.
Eis minhas preocupações, menino. De ter sido cruel consigo, comigo ou conosco. Sentirás minha morte, sem perdão pelo que cometi ao longo dos anos perpétuos. Sem discriminações no amor, na felicidade; sentirei sua falta, por motivos inexplicável, que hoje não sei porque, ainda não sinto. Deve ser essa a minha cruz, inválida e façanha. Ou talvez não.

Há tudo, ao vosso. Aos incrédulos, aos infelizes, aos homens:
Os meus Gritos Silenciosos.

Poema dos Velhos Garotos Noturnos


 Você surgiu do meu medo, fraco e explicito ao arredor da cidade de Salto, se tiveres lembrado,
  Onde tivemos que nos combater com nossas divergências.
Estranho amigo, da noite vaga, luminosa, clara, que ao ouvir sua voz, rouca do pobre veneno do ópio  amargo  e/ou do cigarro, seria pra mim, as mais doce palavras vinda de um coração quebrado.
   Pobres mortais, eu e você, sentiríamos frio, e no abraço singelo, o seu beijo inesquecível.
Façamos do nosso passado, meu caro,  algo do passado, apenas.
E se de algo for lembrar, lembre da Lua, grande ou pequena ou de suas mãos que na noite, foi a unica, verdadeira.



{09/04/2009}

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Texte(...)munhando um Sonho.

Eu, em um desses dias de chuva, adormeci e acordei em um sonho de sonhador:

Meu olhos se abriram em uma cama, em sua companhia.
Bastaria um sorriso seu, concordando em querer comigo, qualquer perigoso proposto e nada mais importaria. (Pr'um remédio mais fortificador, o meu eu precisaria mais do que um encontro perdido dentro desse sonho.)

Passamos a tarde juntos, e queríamos juntar a noite com a eternidade, e passear de mãos dadas no auge daquelas ruas velhas de arvores grandes, onde marquei o meu primeiro clichê, escrevendo o seu nome e o meu, na arvore aparentemente mais nova e de folhas já esverdeadas (combinando com seus olhos) com a chegada da primavera.

Era fácil te amar, sem complicações, viver abertamente, passearmos em casa, e não nos preocuparmos se a segunda-feira trouxe aquela sensação de desespero parcial, e sorrisos forçados á todos os lados. Diríamos á todos que os dias são capitulados, e não nos assombraremos e nem daremos importância se já é fim do mês, ou se o ano começou com tudo, tudo de novo. Viveríamos o mais lindo absurdo; (sem saber o que estamos vivendo hoje.)

Enquanto as madrugadas das quais te faria únicas,  me perdoe caso eu não saiba cantar igual aos seus discos, (estou treinando faz tempo) enquanto isso, deixe-me apreciar sua voz nessa canção, que a beleza é destrutiva, sem limitações abrangendo esse nosso sonho de um azul harmônico.

Entretanto, as pálpebras que se fecharam para sonhar, foram se abrindo para o acordar, e no palpite do que sonhei, só sei que amei por horas, enquanto naquela tarde ilusória, choveu.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Domador do Fogo.

Aos seus intocáveis botões bordados seda, da sua jaqueta de 1996.

" O amor é feio, tem cara de vício, anda pela estrada.Não tem compromisso.O  amor é isso.Tem cara de bicho.Por deixar meu bem, jogado no lixo. O amor é sujo. Tem cheiro de mijo. Ele mete medo, vou lhe tirar disso. O amor é lindo. O amor é lindo. Faz o impossível. O amor é graça. Ele dá e passa
O amor é livre.O amor é livre. O amor é livre; o amor é livre. "